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“Ambientofetas” Março 22, 2008

Posted by luizcferreira in Uncategorized.
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Nem é mais preciso citar a Bíblia para profetizar. A natureza e a Terra são os profetas deste tempo. As pedras, os mares, os rios, os recifes, os corais, os pólos globais, as florestas, os calores, os gases, e todos os gemidos da criação profetizam a quem quiser ainda ouvir.

 

 

Um grau a mais no aquecimento global e os campos da América secarão.

Um grau a mais e os Estados Unidos se desertificam, enquanto a Inglaterra se torna fértil.

Hoje. Já. Agora mesmo.

A Groenlândia está secando e se tornará um campo de pedras e terra seca.

Dois graus a mais e a Amazônia se torna um deserto, todas as cidades costeiras serão afundadas e centenas de ilhas desaparecerão. New York ficará debaixo dágua. A Flórida desaparecerá sob o mar e o Egito será inundado. O Rio Ganges estará quase seco e virá a secar com apenas mais dois graus de aumento da temperatura global. Todos os grandes rios do mundo ou secarão ou desapareceram sob águas imensas. A China terá frio e seco. Seus campos não a sustentarão. A vida no Japão ficará quase impossível.

Com três graus de aumento global da temperatura nós estaremos vivendo em tempos pós-civilizatórios. A humanidade já não suportará o conceito de fronteira. Milhões e milhões mudarão de lugar em lugar buscando sobrevivência. Os mares estarão morrendo. A vida submarina estará em franca extinção.

Com quatro graus de calor global já não é possível imaginar o nível de calamidade no meio ambiente e nas vidas das pessoas.

Cinco graus… Vale a pena?

Se chegarmos ao nível de seis graus de aquecimento global, o que se terá na Terra já não terá qualquer relação com o que um dia teria sido vida — mesmo no pior dia do mundo em qualquer passado.

Quem diz isso são os ambientalistas, e não um profeta apocalíptico.

Os interessados procurem no site do National Geographic Channel o documentário S.O.S. Aquecimento Global, exibido hoje, dia 14 de março de 2008, no Natgeo.

Somente um milagre de consciência humana simultânea e angustiadamente eficaz nas decisões em busca de minguadas soluções poderiam ainda nos salvar de tal futuro de gelo, calor, deserto, enchentes, fome, e retorno à idade das pedradas, conforme tambémprofetizou Einstein.

Do site: www.caiofabio.com.br

Caio Fábio 15/03/08 - Lago Norte - Brasília - DF

 

 

Comentários»

1. Cardo - Março 24, 2008

Extraordinário o sentir e o pensar acerca do tema! Evangelho é alcance e acolhida de tudo o que é criado. É uma espécie de “resgate pelo direito que lhe cabe”. Direitos só os têm quem merece. É o exercício da cidadania plena. Mas, falando em conteúdo de Graça, somos nós merecedores de qualquer coisa na criação? Não. Avisemos, portanto, aos desavisados que Deus reina! Eis a razão pela qual todas as coisas são Dele, por Ele e pra Ele, adverte solenemente Paulo em Coríntios 11.

O pronome indefinido indefine apenas pra nós o que para Ele lhe é definido porque lhe pertence. Não é à toa que todas as coisas “estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”, assegura a epístola aos Hebreus. Ele sabe. Nós, não. A natureza geme, mas também urge pela expectativa da libertação do cativeiro da destruição. É Paulo quem diz no capítulo 8 de Romanos. Os “ambientofetas” denunciam como nas “dores de parto”, conforme nos revela Paulo na mesma carta.

Como deter a destruição se não há quem sinta-se enviado por fé em Graça a denunciar o futuro caos? Assim como está escrito: “Quão formosos os pés dos que anunciam”. E anunciam que a Terra é pra ser amada, posto que toda a criação é boa!

Onde estão os pés? Onde estão as vozes? Onde estamos para ouvir o que a profecia ecoa ainda hoje: “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu, não a criando para ser um caos” [Is.45,18].

Quem viver, verá.

Mas eu sei que ainda é tempo!

Nele, que assim diz porque assim é dito no espírito dos Evangelhos,

Cardo