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“Explica-nos a parábola do joio no campo” Março 30, 2008

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E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram.

E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.

E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.

Quem tem ouvidos, ouça.

E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.

E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.

Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos,nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.

Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.

Ouvi, pois, vós a parábola do semeador.

A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.

E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.

Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto,

e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio?

Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram:

Queres, pois, que vamos arrancá-lo?

Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.

Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.

Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos.

Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.

Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.

PROCURA -SE AMIGOS - RICARDO GONDIM Março 27, 2008

Posted by Carlos Barreto in Uncategorized.
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Quando eu era menino, mamãe me aconselhava a tomar cuidado com os meus amigos. Depois, quando cresci mais, papai repetiu para mim o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Não consigo avaliar se consegui obedecê-los, mas, por outros motivos, troco de amigos.

Cheguei à meia idade bem decepcionado com a palavra Amizade. Como reluto para não tornar-me cético, busco andar ao lado de verdadeiros amigos; porém, isso não é fácil.

Devido a internet, consegui encontrar um companheiro bem antigo, que imaginei ser um bom amigo. Eu havia perdido contato com ele há alguns anos. Redigi uma mensagem cheia de afetos e saudade e supliquei-lhe que retomássemos os vínculos.

Acrescentei que anelava por companhia. Ele respondeu agradecendo minha “carta eletrônica”; e foi logo propondo que, daquele dia em diante, compartilhássemos nossos esboços de sermões. Quase chorei. A última coisa que eu esperava dele era o “esqueleto” de suas pregações.

Mas mesmo com tantas decepções insisto em garimpar bons amigos.

Quero ser amigo de quem valorize a lealdade. Mesmo depois que ditadura militar soltou meu pai, o estigma de “subversivo” grudou-se nele. Um dia papai me contou, com lágrimas nos olhos, que seus antigos colegas da Aeronáutica desciam a calçada para não se verem obrigados a lhe cumprimentarem publicamente. Ainda guardo esse trauma e, sinceramente, não consigo lidar com amizades que só se mantêm por causa de conveniências, qualquer uma. Quero acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.

Quero ser amigo de quem eu não precise me proteger e que não tenha medo de mim. Não creio em companheirismos repletos de suspeitas. Os grandes amigos são vulneráveis. Conversam sem se policiar, rasgam a alma e sabem que seus segredos jamais serão lançados em rosto ou expostos publicamente.

Quero ser amigo de quem não se melindra facilmente. Por mais que tente, continuo tosco; magôo com meus silêncios, com minha introspecção e, muitas vezes, com meus comentários ácidos e impensados. Portanto, preciso de amigos que tolerem minhas heresias, minhas hesitações e meus pecados. Busco amizades que agüentem o baque das minhas inadequações; que sejam teimosos.

Quero ser amigo e não um mero cúmplice de vocação. Já preguei em algumas igrejas que, depois que o pastor me deixou na calçada do aeroporto, nunca mais tive notícias dele ou de sua igreja. Não vou mais colocar meu nome em conferências e congressos que me dêem prestígio ou que eu só sirva para reforçar a programação. (mais…)

BENDITOS SUPÉRFLUOS - RICARDO GONDIM Março 25, 2008

Posted by Carlos Barreto in Uncategorized.
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Tempo não é dinheiro. A vida não pode consistir apenas de coisas essenciais. Para existirmos, é preciso também aprender a valorizar algumas extravagâncias, geralmente consideradas desnecessárias.

A cultura ocidental está se tornando mais triste e mais maluca porque vive debaixo do imperativo da eficiência. Hoje, qualquer atividade não produtiva é logo descartada em nome da excelência máxima. Ninguém quer perder tempo. Porém, mesmo quando os avanços tecnológicos prometem uma vida mais fácil, com o passar do tempo, todo mundo parece com a cara mais cansada; padecendo de estresse.  

Essa exaustão latente adoece. As pessoas se deprimem e ansiosas, correm, correm, sem saberem ao certo aonde querem chegar; ávidos por não “perderem tempo” mulheres e homens vivem preocupados em listar suas prioridade para alcançarem um suposto grau de eficácia. Assim, poetas, músicos, pintores, pensadores e místicos ficam relegados às margens da sociedade, como vagabundos improdutivos.  

Pior entre os evangélicos. Já me deparei com vários líderes que fizeram muito mal à suas famílias. Homens e mulheres que, no afã de ganharem o mundo, perderam suas almas. Tornaram-se burocratas da fé, empresários eclesiásticos e profissionais da religião.

Eficientíssimos em suas funções, mas empobrecidos em sua humanidade. Esses, infelizmente, capitularam às exigências do mundo da produtividade. Mal discerniram as forças do mal que lhe assediava. Alguns, chegaram a construir mega denominações, mas perderam a simplicidade do primeiro amor; tornaram-se bem sucedidos, contudo, provavelmente terminarão seus dias sem amigos verdadeiros.  (mais…)

“Ambientofetas” Março 22, 2008

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Nem é mais preciso citar a Bíblia para profetizar. A natureza e a Terra são os profetas deste tempo. As pedras, os mares, os rios, os recifes, os corais, os pólos globais, as florestas, os calores, os gases, e todos os gemidos da criação profetizam a quem quiser ainda ouvir.

 

 

Um grau a mais no aquecimento global e os campos da América secarão.

Um grau a mais e os Estados Unidos se desertificam, enquanto a Inglaterra se torna fértil.

Hoje. Já. Agora mesmo.

A Groenlândia está secando e se tornará um campo de pedras e terra seca.

Dois graus a mais e a Amazônia se torna um deserto, todas as cidades costeiras serão afundadas e centenas de ilhas desaparecerão. New York ficará debaixo dágua. A Flórida desaparecerá sob o mar e o Egito será inundado. O Rio Ganges estará quase seco e virá a secar com apenas mais dois graus de aumento da temperatura global. Todos os grandes rios do mundo ou secarão ou desapareceram sob águas imensas. A China terá frio e seco. Seus campos não a sustentarão. A vida no Japão ficará quase impossível.

Com três graus de aumento global da temperatura nós estaremos vivendo em tempos pós-civilizatórios. A humanidade já não suportará o conceito de fronteira. Milhões e milhões mudarão de lugar em lugar buscando sobrevivência. Os mares estarão morrendo. A vida submarina estará em franca extinção.

Com quatro graus de calor global já não é possível imaginar o nível de calamidade no meio ambiente e nas vidas das pessoas.

Cinco graus… Vale a pena?

Se chegarmos ao nível de seis graus de aquecimento global, o que se terá na Terra já não terá qualquer relação com o que um dia teria sido vida — mesmo no pior dia do mundo em qualquer passado.

Quem diz isso são os ambientalistas, e não um profeta apocalíptico.

Os interessados procurem no site do National Geographic Channel o documentário S.O.S. Aquecimento Global, exibido hoje, dia 14 de março de 2008, no Natgeo.

Somente um milagre de consciência humana simultânea e angustiadamente eficaz nas decisões em busca de minguadas soluções poderiam ainda nos salvar de tal futuro de gelo, calor, deserto, enchentes, fome, e retorno à idade das pedradas, conforme tambémprofetizou Einstein.

Do site: www.caiofabio.com.br

Caio Fábio 15/03/08 - Lago Norte - Brasília - DF