Sol de primavera e o repartir do pão Setembro 28, 2007
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Setembro é primavera, mês das flores e de comunhão.
Para as Estações do Caminho da Graça aqui do Rio, o mês começou com o repartir do pão (e do churrasco).
Comunhão, essa é a síntese do churrasco que rolou em Mesquita - Rio de Janeiro, com o pessoal da Estação do Caminho da Graça que lá se reúne, e também com os caminhantes da Estação do centro do Rio. Ficamos até altas horas, saboreando um delicioso churrasco, ouvindo música, jogando conversa fora, contando casos, rindo e falando sério sobre as coisas da vidas.
Na sexta, dia 14, foi celebrada a Santa Ceia, na Estação do centro do Rio, na rua México. Teve o repartir do pão, da palavra, das orações e do vinho. O Chico de BH (que agora está morando em Brasília) esteve presente e nos trouxe a palavra. Novamente momentos de comunhão e do repartir o pão. A estação do Centro do Rio tem uma peculiaridade: por lá passam, entre outros caminhantes, quem trabalha no Centro e quem visita a cidade (Cristina Faraon, mentora da estação de Belém, já esteve por lá).
No dia 16 último, estive em Sampa, na Lins de Vasconcelos, na Estação. Novamente foi um dia de repartir o pão, de beber o vinho, de celebrar a Ceia do Senhor, e de ter comunhão, que faz com que pessoas que nunca se viram, se encontrem como se conhecessem há muito tempo.
Um dia de comunhão: Uma mesa longa, ao redor pessoas amáveis, Um saboroso café da manhã, a palavra ministrada pelo Bragantin, a presença de Deus e de todos. É assim o nosso caminhar: encontrar, semear o amor, e celebrar a vida, que o sacrifício do nosso Salvador nos deu.
Fica aqui a letra da bela música do Beto Guedes para reflexão desse resto de semana:
Sol De Primavera
(Beto Guedes)
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vezJá sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonharJá choramos muito,
Muitos se perderam no caminho,
Mesmo assim não custa tentar
Uma nova canção
Que venha nos trazerSol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
O Milagre do Encontro Setembro 24, 2007
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Encontrar é não é acaso, é alegria de ver o outro. E, no outro se ver..
É ver possibilidades, chances de se doar, de ter momentos para aprender,
De dividir o pão, de enxugar lágrimas do outro, de ver o outro crescer,
De crescer com o outro,
Dos encontros, saem vidas…vida nova, nova vida…
é assim o milagre do “acaso pensado”. Das mãos, que
fizeram do encontro do cháos, os mundos.
E que faz todos os dias, nos minutos, o milagre do momento.
Que fez a Graça nos achar, e nos deu a graça da percepção,
é assim… no encontro de tudo o que a vida é:
Da dor, de amor, de tristezas ou das lágrimas alegres,
da esperança, e da certeza, que todos nossos encontros
serão para Ele…Pois, Ele é nosso maior achado.
Luiz C. Ferreira
A Pesquisa de Jesus Setembro 24, 2007
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Quem a multidão diz que eu sou? — indagou Jesus de Seus discípulos enquanto andavam na direção do Monte Hermon, no Norte do país, até a cidade de Cesareia de Felipe, erguida no sopé da montanha.
Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. Mateus 16:14
Ora, entre a classe educada e culta dos judeus, o que se dizia de Jesus era que Ele era louco, endemoninhado, samaritano surtado, blasfemo, demolidor do Templo, destruidor da Lei, transgressor dos costumes, e um aproveitador da ingenuidade da plebe que nada sabia de religião; ou seja: da lei.
Isto, porém, era o que eles diziam em seu ódio apaixonado e ardente de inveja e de temor de perda de poder. No entanto, nem todos pensavam conforme diziam e confessavam; pois, houve quem dissesse: “agora ele fez um sinal que não podemos negar [a ressurreição de Lázaro], se o deixarmos, virão os romanos e tomarão nossos postos e o país”; e completa João: “pois por inveja o entregaram.”
O Milagre é a Vida Setembro 20, 2007
Posted by Alexandre Araújo in Uncategorized.add a comment
Quem não discerne que o milagre é a vida, e que o resto que de bom seja, é apenas força e alegria para viver — nunca aprenderá a viver nesta terra de nascimentos chorados, de gozos doídos, de partos arrancados, de uniões entre espinhos; e de necessidade de paciência e perseverança em amor, assim como se necessita de pão, água, ar e calor.
No domingo, já tarde para uma casa em saudade, uma moça veio aqui e entrou no quarto de minha mãe e jogou-se em cima dela, que dormia, dizendo: “Como eu vou viver sem ele?” E gritava isto com insistência, assustando minha mãe. Eu peguei a moça e a levei para a garagem da casa e conversei com ela.
“Você não sabe o que é ficar sem ele!…” — me afirmava ela, que vinha aqui de tempos em tempos, e apenas quando não tinha outra alternativa, em razão da escolha suicida que ela fez e que mantém: viver cheirando pó.
Setembro 20, 2007
Posted by Alexandre Araújo in Uncategorized.add a comment
“Os do Caminho”, assim eles eram conhecidos . Caminhavam com os olhos na luz, com o coração na Graça, com a alma cheia do amor que os constrangeu. Desse amor obstinado de um Pai que nunca desiste, que sempre espera, que sempre olha para o caminho, na esperança dolorida do retornar do filho… E, se no caminho tropeçam, ele os levanta, se o cansaço vence, os encoraja, se lançam-se em abismos, os segura; se o perigo está à espreita, os guarda.
E assim vão, no caminhar, no seguir, no prosseguir…










